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My Neighbor the Gringo: Commercialized Intimacies and Newcomer Hospitality in a Rio de Janeiro Favela

By Alessandro M. Angelini, Gareth A. Jones

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Angelini, Alessandro, and Gareth A. Jones. 2025. “My Neighbor the Gringo: Commercialized Intimacies and Newcomer Hospitality in a Rio de Janeiro Favela.” Cultural Anthropology 40, no. 4: 726–752. https://doi.org/10.14506/ca40.4.07.

Abstract

During the past two decades, foreigners have acquired housing stock in many of Rio de Janeiro’s oldest and most iconic favelas, or self-built neighborhoods, and invested in capital improvements, with an eye toward turning private residences into lodging accommodations. These new arrivals, mainly from the Global North, have altered social milieus and property values. The proliferation of favela hostels has signaled a market-led displacement of residents and a reproduction of the urban periphery. The present essay asks what an anthropology of hospitality looks like amid these emergent spaces of commodified culture and transnational mobilities. This curious social arrangement wherein newcomers play the role of hosts inflects debates over favelas’ economic trajectories and shifting status in the cultural imaginary. Newcomer hosts both aestheticize and monetize a presumed generosity, vitality, and promiscuity of working-class residents. Hospitality as cultural rule meets the favela as unruly culture. The essay explores ethnographically how the concept of convivência, or living together, comes to describe an aspiration to rework urban change amid class and racial anxieties about place-belonging and identity. The emergence of foreigner-owned accommodations in Rio’s favelas reveals a confluence of global slum imaginaries and global real estate interests, and how resident hosts and traveler guests experience the attendant contradictions in the everyday.

 

Resumo

Nas últimas duas décadas, estrangeiros têm adquirido imóveis em muitas das favelas mais antigas e emblemáticas do Rio de Janeiro, e investiram em melhorias de capital, visando transformar residências particulares em hospedagens. Esses recém-chegados, principalmente do Norte Global, têm alterado os meios sociais e os valores imobiliários. A proliferação de albergues em favelas tem sinalizado um deslocamento de moradores impulsionado pelo mercado e uma reprodução da periferia urbana. O presente artigo investiga como se configura uma antropologia da hospitalidade em meio a esses espaços emergentes de cultura mercantilizada e mobilidades transnacionais. Esse curioso arranjo social, em que os recém-chegados desempenham o papel de anfitriões, influencia os debates sobre as trajetórias econômicas das favelas e sua mudança de status no imaginário cultural. Os anfitriões recém-chegados tanto estetizam quanto monetizam uma suposta generosidade, vitalidade e promiscuidade dos moradores da classe trabalhadora. A hospitalidade como regra cultural encontra a favela como cultura insubmisso. O artigo explora etnograficamente como o conceito de convivência, ou viver junto, descreve uma aspiração por compreender as transformações urbanas entre ansiedades de classe e raça sobre o pertencimento e a identidade. O surgimento de hospedagens de propriedade de estrangeiros nas periferia urbana do Rio revela uma confluência de imaginários globais da favela e interesses imobiliários globais, e como anfitriões residentes e hóspedes viajantes vivenciam as contradições inerentes no cotidiano.

Keywords

convivência; favela; gentrification; hospitality; Rio de Janeiro; gentrificação; hospitalidade

Copyright

Copyright (c) 2025 Alessandro M. Angelini, Gareth A. Jones Creative Commons License

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.